O que me levou a fazer este trabalho com a Carolina foi por surgir em conversa o tema das novas políticas de privacidade que todo o tipo de redes sociais nos bombardeou durante o mês de Maio.
Ao contrário do que pensamos, a nossa privacidade está corrompida. Vivemos a acreditar que temos controlo sobre que fazemos e o que vemos ou queremos ver, mas na verdade somos constantemente manipulados e atraídos para redes infinitas de informação seleccionada por quem benificia dos nossos interesses.
Ao contrário do que pensamos, a nossa privacidade está corrompida. Vivemos a acreditar que temos controlo sobre que fazemos e o que vemos ou queremos ver, mas na verdade somos constantemente manipulados e atraídos para redes infinitas de informação seleccionada por quem benificia dos nossos interesses.
Vivemos em constante troca de informação com imensos contactos, em diversas redes, mas esquecemo-nos que à medida que o fazemos, expomos cada vez mais os nossos dados pessoais. Ter uma conta no Facebook, no Twitter, no Instagram e até mesmo no Google, são meios de expormos os nossos dados pessoais sem darmos conta. Inicialmente achamos que se não publicarmos ou partilharmos a nossa morada, nos sentimos mais protegidos, mas essa informação, por mais que acreditemos, é algo fora do nosso controlo. E este é só um exemplo.
As novas políticas de privacidade só vieram avisar que os nossos dados estarão ainda mais expostos, pois agora, até as nossas conversas nos chats pessoais vão ser lidas supostamente para detectar casos de assédio ou bullying, no entanto, se estão a ser vistas para detectarem esses crimes, são vistas para detectarem todo o tipo de informação, e como alegam: para detectar interesses de modo a que a publicidade com que somos bombardeados seja o mais próximo dos nossos gostos pessoais possível. Não recebemos informação original, mas sim algo previamente desconstruído.
Neste vídeo tivemos como objectivo expandir o conceito de privacidade para o quotidiano, transpondo-o num espaço que nos é comum a todos e que representa um local íntimo e pessoal de cada um: uma casa de banho. E para ilustrar esta ideia de como cada um se expõe nas redes sociais quase sem questionar, criamos instruções que enviamos pelo Messenger de modo a que as pessoas partilhassem connosco algo pessoal através de uma rede social.
Portanto, com o consentimento de todos, sem que muitos deles o questionassem, conseguimos ter acesso a algo privado das pessoas de uma forma super rápida e eficaz.
Esta é a atitude que temos perante as redes sociais. Apesar de sabermos ou termos consciência de que isto é a realidade e nos está a acontecer a todos, compactuamos porque acabamos por aceitar que é o preço a pagar pelo acesso a informação e comunicação. E ceder a estas políticas, perdemos a nossa privacidade. E as pessoas que responderam a esta proposta compactuaram não só connosco, mas com as redes, porque tal como nós, fazem parte dela.
As instruções:
Um- vai à casa de banho
Dois- põe-te em frente ao espelho e encosta-te à parede oposta em que está situado
Três- filma o espelho com o telemóvel durante 20 segundos na horizontal
Quatro- filma o espelho com o telemóvel durante 20 segundos na vertical
Cinco- Envia para este e-mail os teus vídeos: carolinaqrmv@gmail.com
Atenção: o telemóvel ou câmara deve estar ao nível dos teus olhos e perto deles, de forma ao dispositivo tapar a tua cara e permanecer imóvel.
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