Eu atrasei-me nesta proposta porque inicialmente tive alguma dificuldade em perceber como as duas imagens de um video split poderiam funcionar conjugadas com a câmara como elemento principal.
Como tal, a solução que arranjei foi começar a procurar vídeos que tinha em arquivos meus, de experiências anteriores e perceber como as poderia enquadrar, para que falassem entre elas e que trouxessem a câmara à tona.
Aqui conjuguei dois vídeos, um de um amigo meu a tentar preparar aquilo que considerava ideal como luz. No outro um momento que capturei de uma mancha de luz projetada pelo sol através do espaço entre ramos de árvores, onde, por sorte, passou uma mosca.
Gostei de ver estes vídeos um ao lado do outro porque me lembro que foram filmados na mesma semana, sem objetivo nenhum. E de repente sinto que ganharam um propósito, mas mais que isso criaram um diálogo. Um diálogo entre luz artificial e luz natural, entre o interior e o exterior, entre o movimento e aquilo que é estático.
Acho importante referir o pormenor da mosca que entra em cena, porque me lembro de ficar chateada por ela ter entrado no enquadramento que fiz, no entanto, agora, sinto que faz sentido existir estando ao lado do outro vídeo, pois quando a mosca sai de cena, no vídeo vizinho o Gil também faz um movimento e quase saem ambos de cena numa coreografia.
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